terça-feira, 22 de maio de 2007

Escuro


É no escuro que ainda te recordo. Quando se acendem as luzes do dia e, com mais ou menos brilho, o sol lá vai lançando os seus raios sobre quem abre as janelas ao amanhecer, quase me convenço que já o meu coração te abandonou noutros cantos que não os do amor e do desejo ou da saudade... Mas quando as luzes se apagam, quando não me vejo e só me sinto a sentir-me, percebo que ainda deambulas cá dentro sem hora marcada para partires para outros lados do coração onde não sinta tanto a tua falta...

Às vezes nem preciso da escuridão total para te sentir a ausência... Basta menos brilho do Sol, basta um dia como o de hoje, para me voltarem os desejos ávidos pelos braços que já me abraçaram tão bem... Mas isso é só às vezes...

No escuro é que não há maneira de evitar... A tua falta faz-me cortes pequeninos na pele como se me estilhassassem a alma...

No escuro... Ainda habitas o meu escuro que é o lugar onde sou eu com mais verdade...

Imagem encontrada no Google sem referência ao autor

4 comentários:

Leu mas... disse...

gosto essencialmente do escuro habitável onde somos com mais verdade...o escuro vê com o coração e mais verdade que essa...

Tânia Pereira disse...

O dia vem enganar-te os olhos e a sua luz ofusca o que só com o cair da noite traz a verdade!
Pois e quem sabe do que falas é porque faz o mesmo jogo...e eu sei do que falas amiga!
Lindo texto.

João Barbosa disse...

é bonito...

Cuca disse...

LINDO! LINDO! LINDO!