terça-feira, 20 de março de 2007

Metades


Tenho saudades daquilo que fui contigo nos tempos em que eramos felizes... Não me recordo já dos pormenores e até o sabor dos teus lábios é já uma memória desvanecida, seca e quase sem gosto, mas o que fui contigo é coisa que sei que sinto saudades.

Também não me lembro com nitidez o que era isso de ser eu contigo, mas vagamente me vem a memória de ser uma metade de qualquer coisa em que nós gostávamos de acreditar, que nos fazia rir e sonhar de olhos abertos durantes noites inteiras que passávamos em claro só e apenas a sentir o que era isso de sermos um do outro, cada um uma metade de qualquer outra coisa que eramos nós os dois.

Hoje sou eu toda mas toda eu hoje tenho saudades e não me lembro bem porquê... sei apenas que eras assim uma boa metade e eu gostava de ser a metade que se encaixava contigo... E n me lembro de mais...

Imagem encontrada no Google sem referência ao autor

6 comentários:

poeta_poente disse...

Não existe esquecimento total, as pegadas impressas na alma são indestrutíveis...

Tânia Pereira disse...

Conheço a imagem e as palavras fazem-me todo um sentido que só sentindo se conhecem estas saudades.
Também concordo com o poeta poente!
Não desaparece...apenas se têm saudades do que agora é apenas memória/recordação/lembrança.

alfacinha disse...

:)

a semi santa disse...

keres metade do meu bolicau????

.*.Magia.*. disse...

Gostei muito de te ler neste pedacinho de letras...

Tocou-me especialmente ao ponto de me emocionar...

Obrigada!

João Barbosa disse...

:-)