quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Como seria?


Pergunto-me como será isso de quereres alguém... Gostava de saber como é e o que fazes...
Já me contaste partes, mas o que me contaste não chega... Há, com certeza, muito mais que apenas isso de que falas...
Gostava de saber como é viveres o dia a sonhar com aqueles braços que querias à tua espera; pergunto-me como será adormeceres a ter vontades de não dormir...
Mas, disto tudo, queria mesmo era saber o que fazes para conseguires chegar a quem queres, quando queres alguém... Será que telefonas muito?, será que imaginas surpresas? será que convidas para jantar, num jantar com luz de velas? (eu sei que gostas da luz das velas!); cozinharias tu?...
Será que combinas gelados ao fim da tarde, ou mergulhos no mar, ou passeios de mãos dadas?
Será que ofereces flores, rosas, tulipas ou gerberas; ou será que preferes colher as flores do campo para lhe poderes depois enfeitar os cabelos antes de lhe beijares os lábios, se ela deixar...
Pergunto-me como será isso de quereres alguém e como será a tua maneira de conquistares uma mulher...
Queria sabê-lo já...

6 comentários:

OeuManusDei disse...

ana, isso eh segredo ;)
eu nao ando p'raí a dar os meus "trukes" ao desbarato!!

;)

beijokas

Helena disse...

Ás vezes, quando se ama, tem-se muito medo, e fica-se quieto, muito quieto, com medo de perder o que ainda nem sequer se possui. E só existe a representação do nós. Sem flores, velas ou telefones.

Montenegro disse...

Escrevo-lhe textos e poemas que, por norma, nem sabe que são para ela, apesar desta vez ter sido diferente, talvez por ser especial.
Acredito, acima de tudo, em dar-me a conhecer como sou, sem subterfugios, sem esquemas e sem enganos, na esperança que ela goste da minha maneira de ser, do meu verdadeiro “eu” com todos os meus defeitos e algumas virtudes, que ela goste da minha companhia e que venha a querer cada vez mais essa companhia (não parece muito romantico, eu sei) :/
Os jantares à luz de velas (nunca tive um), os convites para passeios de mãos dadas, o ver o pôr ou o nascer do sol a dois, as ofertas de flores, a garrafa de vinho preferida dela numa noite quente de Verão na areia da praia, as surpresas imaginadas... isso teria de ser depois, quando se tivesse a certeza de que aquele maravilhoso sorriso de alegria iria florir espontaneamente na sua face, em vez de um sorriso amarelo, meio constrangido, sinal de que afinal não era nada daquilo que ela quereria de mim.

Não sou de telefonar, nem de aparecer de surpresa ou de me fazer convidado para o que quer que seja, detesto a ideia de que estou a “sufocar” essa pessoa, de sentir que posso estar a mais naquela altura ou que ela precisa de algum espaço que eu estou a querer usurpar – apesar de não ser com má intenção. Por muito que queira estar perto dela nunca sei ver se estou a mais em determinada altura, e por isso não gosto de “impor” a minha presença... mas se calhar devia mostrar mais vezes que quero passar o máximo de tempo na sua companhia.

Acho que já me alonguei em demasia... e acabei por escrever demasiado.

Bjs.

Tânia Pereira disse...

Amei o texto e o coment do Montenegro é quase um outro texto igualmente bonito...

João Barbosa disse...

bonito! :-)

alfacinha disse...

lindo!