terça-feira, 24 de outubro de 2006

O teu mundo


Tentei vezes sem conta entrar dentro desse teu mundo, que sempre me pareceu lugar apetecível... sempre procurei entrar lá dentro e deixar-me ficar... Sonhava até com uma poltrona que era vermelha e confortável, e comprarias para mim... Seria essa a maneira de me convidares a ficar....
Plantei-me do lado de fora desse teu mundo e passei horas e dias... semanas e meses em terra de nada e ninguém onde ficava sozinha, mas com os olhos postos nas portas de ouro desse mundo que eu, por não saber como é por dentro, ía sonhando e embelezando do lado de fora...
Às vezes vinhas a passear-te fora de ti e do que te cerca e que é teu, e era aí que nos encontrávamos e nos íamos conhecendo pouco a pouco... Houve até uma altura em que era já comum encontrar-te do lado de fora de ti...
Nessa altura, mesmo quando não estavas, sentia-me mais perto de entrar por aquelas portas que os meus olhos viam, e me sentar na poltrona vermelha que imaginara...
Mais tarde percebi que o teu mundo não era para mim... Não era para mim, porque nunca me virias buscar cá fora nem me levarias pela mão a entrar dentro de ti... Deixei de olhar as portas e virei os olhos para outros lados, na tentativa, que alcancei, de me esquecer do tom vermelho da poltrona onde sonhei instalar-me!
Eis que, seguindo outros caminhos, descobri outras portas para se entrar no teu mundo... Não são douradas... são mais pacatas e humildes, mas entra-se melhor por essas que pelas outras! Entrei e sentei-me numa cadeira normal, comemos na mesma mesa, juntos e com quem lá estava e eu gostei! Este bocadinho do teu mundo é agradável e bonito... Depois vim embora para o meu, partilhá-lo com quem me abriu outras portas!
Estou contente!

9 comentários:

Louco de Lisboa disse...

Nunca tinha imaginado assim as vivencias, adorei!

Deixo-te um beijo, até outro instante...

(silêncio... que silêncio...)

Louco de Lisboa disse...

Desculpa, não vi ali o botãozinho, agora sim... fez-se luz!!!

Gosto, ouve-se muito bem, dá para imaginar que és tu que cantas para mim, faz de conta, faz de conta...

(vou acabar de ouvir, agora silencio para ouvir)

Até outro instante!

Lia disse...

Lindo!! Espero que esses intantes em que partilharam a mesa,não tenham sido duros. As portas que se abrem trazem com elas poltronas vermelhas.

Vê lá se me dás cama esta sexta-feira.

Tânia Pereira disse...

Percebi tudo...estava lá...
É bom ver-te assim noutros mundos. Em mundos com outras poltronas, construídas de raíz para ti. Ainda bem

Ana Fonseca disse...

Louco de Lisboa: Ainda bem que gostaste! Obrigada e beijocas para ti!

Lia: Não, não foram duros! Foram suaves, como são as coisas que já passaram e deixam boas recordações! Foi bom! Quanto a poltronas vermelhas do outro lado de outras portas... andemos sem pressas!
Ah! E é claaaaaaaaro, que tens cá cama! Sempre! beijos

Tânia:POis... E ainda bem que estavas!Também gosto de andar a passear-me por outros mundos, com olhos postos noutras portas! :) Beijos

gi disse...

Lindo...

João Barbosa disse...

:-) não sei o que dizer...

Ana Fonseca disse...

Gi: Obrigada! Muito obrigada!

João: Deixa estar... Às vezes basta um sorriso! Espero que tenhas gostado! Beijinhos para ti!

Luisa fonseca disse...

Um dia hás-de encontrar uma porta,dourada ou não, com ou sem sofá vermelho, talhada à tua medida, que te abrirá caminho, para um mundo pleno do que de melhor podemos encontrar nesta dimensão.

Beijinhos